sábado, 29 de junho de 2013

Copa das Confederações: Brasileiros e espanhóis que jogam neste domingo são velhos rivais desde as categorias de base

Seleção brasileira campeã mundial sub-20: Jefferson (12) e Daniel Alves (2) foram campeões na decisão contra a Espanha de Iniesta
Seleção brasileira campeã mundial sub-20: Jefferson (12) e Daniel Alves (2) foram campeões na decisão contra a Espanha de Iniesta Foto: AFP / 19.12.03


O encontro mais esperado do futebol mundial já teve algumas prévias. Desde 1999 que jogadores das atuais seleções de Brasil e Espanha se enfrentam nas categorias de base. A vantagem ainda é da seleção brasileira, mas o confronto com a Fúria é cada vez mais equilibrado. Nada diferente do que é esperado no jogo deste domingo, no Maracanã.
Há 14 anos, as duas seleções duelaram pelo Campeonato Mundial Sub-20. Na ocasião, Casillas e Xavi venceram Julio Cesar por 2 a 0.
O troco veio quatro anos depois, com juros e correção. Em 2003, a seleção verde e amarela foi campeã mundial sub-17 e sub-20. Nas decisões, enfrentou a Espanha. Na categoria de jogadores com até 17 anos, David Silva e Fábregas defendiam a seleção europeia. Já na de cima, Jefferson e Daniel Alves experimentaram pela primeira vez o sabor de derrotar a Fúria com Iniesta em campo - feito que pode se repetir neste domingo, no Maracanã.
Quatro anos depois, em 2007, Brasil e Espanha voltaram a se enfrentar no sub-20. Piqué e Mata não tomaram conhecimento de David Luiz, Marcelo e Jô: venceram por 4 a 2 e foram para a semifinal.
O último confronto ocorreu em 2011. Pelas quartas de final da competição sub-20, depois do empate em 2 a 2, os brasileiros venceram nos pênaltis. Oscar era titular naquela equipe, enquanto nenhum espanhol da atual seleção fora convocado.
No geral, já são sete jogos entre Brasil e Espanha nos Mundiais de base, com quatro vitórias brasileiras, duas espanholas e um empate.
Seleções de base da Espanha vivem momento melhor
Simultaneamente à Copa das Confederações, a Turquia recebe o Campeonato Mundial Sub-20. Porém, ao contrário do que acontece na competição que termina neste domingo, no Maracanã, por lá a chance de Brasil e Espanha duelarem não existe: a seleção brasileira sequer se classificou para o torneio.
Em um reflexo do desempenho recente das seleções principais, as equipes de base da Espanha vivem momento melhor do que as do Brasil. A versão sub-21 da Fúria foi recentemente campeã europeia, enquanto a seleção brasileira sub-20 não se classificou para o Mundial ao ser eliminada ainda na primeira fase do Campeonato Sul-Americano da categoria.
Recentemente, até mesmo quando levou a melhor, o Brasil sofreu. Quem admite é o goleiro César, do Flamengo, reserva no time que derrotou a Espanha nos pênaltis no Mundial Sub-20 de 2011.
— Desde a base, a Espanha já tem aquele toque de bola. Vencemos nos pênaltis. No tempo normal foi 2 a 2, mas eles tiveram mais posse de bola. Todo mundo sabe tocar bem a bola, é algo impressionante. Até o goleiro deles tinha bom passe. Nós tentávamos pressionar, mas eles recuavam a bola e o goleiro saía jogando com qualidade para os zagueiros — recorda.
Em termos de posse de bola, a previsão para este domingo não é muito diferente: domínio espanhol. De olho no trabalho feito pela Espanha, a CBF tenta se movimentar para estabelecer uma filosofia de jogo única para suas seleções na base e no profissional. Com esse propósito, o técnico Alexandre Gallo foi contratado para treinar tanto o time sub-17 quanto o sub-20.
Em outubro, os Emirados Árabes receberão o Mundial Sub-17, para o qual o Brasil se classificou, mas a Espanha, não. Dessa forma, quem vencer neste domingo terminará por cima. Pelo menos até a Copa do Mundo do ano que vem.

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