sábado, 29 de junho de 2013

Ex-gordinhos da Zona Oeste do Rio perderam, juntos, quase 200 kg

Os ex-gordinhos Gleydson de Medeiros, Fernando Lima e Marco Antonio Marques: transformação
Os ex-gordinhos Gleydson de Medeiros, Fernando Lima e Marco Antonio Marques: transformação Foto: Lucas Figueiredo / Extra



Gleydson com 55 kg a mais
Gleydson com 55 kg a mais Foto: Divulgação / Arquivo pessoal / Extra

O técnico em logística Fernando Lima perdeu 103 kg dos 200 kg que pesava
O técnico em logística Fernando Lima perdeu 103 kg dos 200 kg que pesava Foto: Divulgação / Arquivo pessoal /

O peso da consciência foi bem maior do que o indicado, há tempos, no ponteiro da balança. E também no consultório médico, no papo com amigos e familiares e nas crescentes etiquetas das roupas, que só faziam aumentar à medida que as peças diminuíam. Mas tudo isso é passado, apesar de um grupo de ex-gordinhos da Zona Oeste continuar de olho no ponteiro, o do relógio, onde marcam o tempo de corrida na esteira durante os treinos diários em Campo Grande. Juntos, eles perderam quase 200 kg.
— Aos 33 anos, meu cardiologista falou que meu quadro era o de um cara de 70 anos. Eu estava hipertenso, já nem dormia mais. E ele ainda completou: se você não sair dessa agora, vai enfartar antes de fazer 40 anos. Na hora, pensei: vou morrer — relata o empresário Marco Antonio Marques, hoje aos 39 anos e com menos 30 kg.
O antes e o depois de Marco Antonio Marques
O antes e o depois de Marco Antonio Marques Foto: Divulgação / Arquivo pessoal /
Mas ele, que pesava 107 kg, saiu dessa, sim. E com 77 kg, o seu peso atual. No mesmo dia em que ouviu o aviso do médico, Marco Antonio tratou de substituir os quatro pães franceses do café da manhã, além do bolo, por duas ou três torradas com queijo cottage e o açúcar por adoçante.
— No mesmo dia procurei uma academia e mudei radicalmente a minha alimentação. Troquei até feijão por lentilha — diz o empresário.
O autônomo Gleydson de Medeiros veste as roupas que estavam encalhadas no armário
O autônomo Gleydson de Medeiros veste as roupas que estavam encalhadas no armário Foto: Lucas Figueiredo / Extra
Uma hora malhando para manter o corpo
O cardápio do empresário Marco Antonio mudou radicalmente, assim como o seu visual, hoje sarado e bem diferente do anterior. Para manter o novo desenho do corpo ele continua suando — e muito — durante aproximadamente uma hora na academia.
Os exercícios seguem na mesa do almoço. E com levantamento de copo de suco, é claro, sempre com adoçante.
No lugar do feijão com arroz, batata frita e bife, Marco cai dentro é de duas colheres de sopa de arroz integral acompanhadas de uma concha de lentilha, frango ou peixe grelhado e muita salada.
Na frente do espelho
O autônomo Gleydson Pereira de Medeiros, de 28 anos, teve um encontro inesquecível com ele mesmo antes de perder 55 kg. Foi há mais de um ano, quando ficou de frente para o espelho e decidiu eliminá-los por não conseguir vestir uma camisa tamanho XL e um short de número 52.
— O short não passou da coxa. Fiquei muito chateado. Passei dois minutos olhando para o espelho e pensei: como cheguei a esse ponto? Isso numa sexta-feira. Na segunda, comecei na academia — lembra Gleydson Medeiros.
Ele também fez logo uma caminhada até o supermercado, onde comprou legumes e verduras para a sua salada. Era o fim do café da manhã com os seis pães franceses e bastante queijo prato para rechear.
— Fui num casamento, e muitos amigos lá não me reconheceram de início por conta da mudança que houve — espanta-se Gleydson, que pesava 140 kg.
Preconceito motivou
Foi em seu segundo casamento que o técnico em logística Fernando Cesar Lima, de 27 anos, percebeu que algo poderia interferir na relação dele com a mulher. E era o preconceito contra quem está acima do peso. Na época com cerca de 200 kg, ele ficou triste quando soube que as amigas dela criticavam a união com um “gordo”.
— Ela não me contava nada, mas eu percebia. Foi quando decidi procurar um médico e comecei uma dieta. Logo vi que não conseguiria emagrecer sozinho. Eu perdia um quilo num dia, um no outro. Mas, no terceiro, quando só perdia 100g, ficava desanimado — lembra Fernando.
E aí ele voltava a comer quatro pizzas por semana e a beber 10 litros de refrigerante pelo mesmo período de tempo. Não teve jeito: Fernando fez a cirurgia do estômago em maio do ano passado e, até hoje, perdeu 103 kg. Faltam só 12 kg.
— Eu levava quase duas horas para ir e voltar, a pé, da padaria, que fica a 500 metros da minha casa. Só para ir, perdia de 20 minutos a uma hora. Hoje faço o percurso de ida em cinco minutos — calcula o esbelto Fernando.
Gleydson e Fernando mostram as calças que usavam quando estavam bem acima do peso


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