sábado, 29 de junho de 2013

Feira nordestina percorre o interior do estado do Rio de janeiro

Artistas que se apresentam na Feira Nordestina que percorre municípios do interior
Artistas que se apresentam na Feira Nordestina que percorre municípios do interior Foto: Nina Lima / Extra





Se você não pode ir à Feira de São Cristóvão, ela vai até você. É com este espírito que, de junho até agosto, período de festas de São João, cresce a procura por versões reduzidas da tradicional feira nordestina, que se espalha por outras cidades do Rio e até de outros estados.
O projeto itinerante criado em 2005 e contratado por prefeituras já teve 16 edições até hoje, em municípios como Angra dos Reis, Cabo Frio, Volta Redonda e até extrapolando os limites do Rio.
- Em São Paulo, por exemplo, montamos a maior feira fora do estado do Rio, durante dois finais de semana, no Anhembi - revelou Gilberto Teixeira, membro do comitê organizador do projeto, composto por feirantes.
Barracas vendem comidas típicas
Barracas vendem comidas típicas Foto: Nina Lima / Extra
A dimensão da feira nordestina itinerante depende do município e da disposição de cada prefeitura. Há desde versões simplificadas, quando é contratada apenas a apresentação de artistas, como grupos de forró e cordelista, até versões maiores, com barracas para venda de produtos típicos.
- Normalmente quem pede uma versão reduzida, só com os artistas, é porque já tem uma feira própria, mas faz questão da apresentação de grupos autênticos - explica Alex Araújo, outro integrante do comitê.
O artesanato também é vendido nas barracas da feira
O artesanato também é vendido nas barracas da feira Foto: Nina Lima / Extra
O artesão João Carlos Bezerra considera que a importância do projeto está na oportunidade de divulgar a Feira de São Cristóvão e a cultura nordestina.
- O interesse dos outros municípios mostra ainda que nos tornamos uma referência - acredita o artesão.
Os feirantes Aluísio Adão Monteiro, da Queijaria Lampião, e Maria da Guia Marques, que vende peças de artesanato e roupas típicas concordam com o colega.
- Qualquer nordestino é bem acolhido aonde chega. É o que vemos com a feira itinerante - conclui a paraibana Maria da Guia.
Maria da Guia Marques vende peças de artesanato e roupas típicas: “Qualquer nordestino é
bem acolhido aonde chega”
Maria da Guia Marques vende peças de artesanato e roupas típicas: “Qualquer nordestino é bem acolhido aonde chega” Foto: Nina Lima / Extra
O projeto itinerante, em geral, é composto por quatro barracas de gastronomia, duas de produtos típicos e cinco de artesanato, além de artistas, mas o tamanho depende do interesse das prefeituras.
Volta Redonda e Teresópolis são os próximos municípios a receber o projeto, em agosto. O último foi Barra Mansa, na semana passada.


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